É natural me questionar se existe culpa nessa história toda, primeiro que acreditei em todas as juras, segundo que a clareza das suas atitudes eram embaraçosas, oscilações das tais ações prendiam num só propósito. A incapacidade de reconhecer inúmeros erros foi algo que me chamou atenção desde o início, estava lidando com um ser literalmente impecável, desesperador ao extremo porque essa capacidade de inverter beirava à exímia manipulação. Não estou aqui pra te atacar, são fatos, você dobrava aposta pra depois apontar descompensação, fazia parte do roteiro, é triste saber que nunca quis resolver nada porque você dispensava paz, o caos promovia mais adrenalina e dificultava nosso bem estar, afinal, estava sempre inovando as regras do jogo, nada era suficiente. Amor não fere, muito menos faz sangrar, a dedicação mantida em destruir qualquer respeito é terrível, modo de operar lamentável, ainda achei que pudesse amenizar traumas e complexos, ledo engano. Hoje vejo que conheci o lado perverso de quem um dia disse amar, percebi também que eu vivia numa vigilância extrema, pisando em ovos pra não desagradar quem estava tratando como função, possuo a consciência tranquila que em meio à desordem, tentei ensinar um modo de relação pacífica, você não quis aprender.

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